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Massacre dos Porongos: breves considerações


Massacre de Porongos | Foto: Reprodução / TVE RS

Apresentamos esta abordagem de forma breve no sentido de conferirmos ao assunto, em primeiro lugar, a divulgação de um fato histórico pouco conhecido Brasil afora. Devido à expansão do Movimento Negro, o Massacre dos Porongos, ocorrido em 14 de novembro de 1844, foi colhido por uma onda de debates que se amplia. Desta forma, perguntamo-nos:


1) Por que este debate se expande? Ao contrário do que se podia afirmar há poucas décadas, tal movimento parece revelar a consciência de fatos necessários relevantes e encobertos.

2) O episódio delineia traição no passado; relacionando-se com o presente, critica-se e não se aceita a pura acomodação desses fatos com outros (ou seja, leva-se ao questionamento maior dos farroupilhas). Qual era, portanto, a saliência dos interesses de negros escravizados?

3) Quem eram, mais propriamente, os farroupilhas negros, sabendo-se do fato da traição, da perseguição e dos mortos? Como explicar este cenário?

Estas são questões desdobradas que permitem novas considerações e desenvolvimentos, conforme sugerimos. Ou seja, novas reflexões podem nos levar a dimensões maiores daquele conflito histórico, sobretudo para a expansão da atuação do negro nos séculos XIX e XX. Quais seriam tais vinculações e prosseguimentos?


Entre outros aspectos oriundos desta discussão, poderíamos apreciar a instauração/expansão do Racismo Estrutural: por exemplo, aumento da pobreza geral dos negros através da edificação, pela guerra, de sombrias condições de vida, aprofundadas, principalmente, pelo próprio Massacre dos Porongos, além das fugas e dos assassinatos que construíram um processo histórico de grande pobreza e miséria para esta população.

Meus amigos e minhas amigas, podemos, portanto, perguntar-nos como um encaminhamento de questionamentos pregressos (a partir de um fato histórico) pode fomentar a reflexão de um ou mais projetos de pesquisa. De certa forma, estamos não somente atirando “pérolas ao vento”, mas também buscando encadeamentos lógicos possíveis e pertinentes.

Gostaríamos que apreciassem tais tentativas e buscassem aproximações ou desdobramentos. Seria interessante que nossas reflexões, quando assim desejado, fossem apropriadas por quem quiser e/ou que a crítica livre e fecunda informe tais discussões.


Até as próximas reflexões!

 
 
 

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